Quando o tempo da mulher não cabe no relógio do mercado
O mercado pode até tentar impor data de validade, mas as mulheres 50+ seguem reescrevendo o próprio destino. Porque envelhecer não é apagar ,é acender uma nova forma de existir.
O preconceito silencioso
Há um silêncio incômodo que ronda a vida de muitas mulheres brasileiras depois dos 50.
Não é o silêncio da paz ,é o do esquecimento.
Enquanto a França discute os chamados NERs ,pessoas que não estão nem empregadas, nem aposentadas ,o Brasil vive algo parecido, só que sem nome e, portanto, sem rosto.
E o que não tem nome, neste país, raramente ganha visibilidade.
Segundo o IBGE, mais de 1,7 milhão de pessoas entre 55 e 64 anos estão fora da força de trabalho e ainda não recebem aposentadoria. A maioria são mulheres.
Mulheres que trabalharam a vida inteira, mas sem direitos. Que cuidaram de filhos, netos, pais e lares, muitas vezes sem previdência nem reconhecimento.
E, quando tentam voltar ao mercado, ouvem que estão “velhas demais”.
Mas velhas pra quê, exatamente?
Pra viver? Pra sonhar? Pra começar de novo?
A ciência diz: ainda há tempo ,e muito
Enquanto o mercado ainda insiste em olhar pra idade com desconfiança, a ciência mostra outra história: estamos vivendo mais, com mais saúde, lucidez e vontade de fazer diferente.
Ou seja, aos cinquenta ainda há muito tempo pela frente ,e ele pode ser lindo, produtivo e cheio de recomeços.
Cada vez mais, vemos mulheres 50+ se reinventando: empreendendo, voltando a estudar, amando de novo, mudando de cidade, de cabelo, de rota.
E é isso que o sistema ainda não entendeu: não há como aposentar a potência feminina.
O novo tempo da experiência
Essa fase da vida pode até começar com incertezas, mas também traz liberdade, sabedoria e uma deliciosa falta de paciência para o que não faz sentido.
Então, simbora cuidar de ser feliz, apesar dos perrengues, do etarismo , dos olhares tortos.
Porque celebrar a experiência é também um ato político.
E quem já atravessou tanto, sabe:
resistir é bom, mas viver com alegria é revolucionário. ❤️
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Por Mulher Negra e Cia
Imagem: Internet
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