Um outro Congresso é possível só depende de nós.

 A ausência de representatividade não se resolve apenas com crítica. 


Se resolve com escolha consciente, coletiva e urgente.

Um novo Congresso é possível
Somos um país de maioria negra, e esse não é apenas um dado estatístico, é um fato político, social e histórico que insiste em ser ignorado quando olhamos para a composição do poder no Brasil.

Um Congresso que não reflete o rosto do seu povo está, inevitavelmente, distante das suas reais demandas. Está distante da sua dor, da sua potência e, principalmente, das soluções que poderiam transformar realidades.

Afirmar que um outro Congresso é possível não é utopia, e direção.

Mas é importante dizer com clareza: essa mudança não virá sozinha, não virá com o tempo, nem por concessão. Renovar o Congresso é uma necessidade urgente. E o momento é agora.

Não estamos falando apenas de política, estamos falando de escolha, de quem decide, de quem ocupa, de quem constrói o futuro possível. E essa decisão não está distante, não está inacessível, ela está nas nossas mãos. Somos nós, enquanto cidadãs e cidadãos, enquanto eleitoras e eleitores, que temos o poder real de mudar esse cenário.

É nesse contexto que surge a urgência de imprimirmos o DNA África nas urnas, não como símbolo vazio, mas como presença concreta, estratégica e transformadora nos espaços de decisão.

São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, carrega não apenas força, carrega responsabilidade. 

E é preciso dizer com todas as letras: eleger mulheres negras para a Câmara Federal não é apenas desejável, é necessário, é coerente com quem somos. Muito se falou sobre a ausência de uma mulher negra em indicações para o STF. E, de fato, essa é uma decisão que não está nas mãos do povo.
Mas há algo que está, e sempre esteve: o voto.

É mais fácil cobrar inclusão quando ela depende de outra pessoa: a gente aponta, critica, se posiciona. Mas, quando a decisão passa a ser nossa, curiosamente, o compromisso começa a falhar. Na urna, não tem discurso, tem escolha. E escolha revela compromisso e  prioridade : eleger uma mulher negra não é sobre intenção, é sobre coerência.

Se queremos um país mais justo, mais representativo e mais comprometido com a sua própria maioria, precisamos começar por onde temos poder. Esse poder está nas urnas, e se realiza através do nosso voto.


Texto: Raka Costa
Imagem: IA

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