MP denuncia motorista de Porsche à Justiça e pede prisão por homicídio qualificado e lesão corporal em acidente em SP
Ministério Público acusou Fernando Sastre de Andrade Filho pelos crimes. Juiz decidirá se aceita denúncia e tornará empresário réu no processo. Além disso analisa se decreta prisão preventiva dele. Rapaz causou batida que deixou um morto e um ferido.
O Ministério Público (MP) denunciou nesta segunda-feira (29) à Justiça o motorista do Porsche que causou um acidente de trânsito que deixou um morto e um ferido, no mês passado em São Paulo, pelos crimes de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima, ambos na modalidade por dolo eventual, que é, respecticamente, a de assumir o risco de matar e ferir.
Além disso, o MP pediu à Justiça a prisão preventiva do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que conduzia o carro de luxo. Essa é a terceira vez que a Promotoria é favorável ao pedido de prisão feito pela Polícia Civil contra o motorista do Porsche.
Atualmente Fernando responde aos crimes em liberdade, mas no entendimento da promotora Monique Ratton, responsável pela denúncia do MP, a prisão dele é necessária "para evitar que o denunciado, como já fez ao longo das investigações, influencie as testemunhas", segundo comunicado divulgado pelo MP em seu site oficial, por meio de sua assessoria de imprensa.
Caberá ao juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, decidir se decreta ou não a prisão de Fernando. O magistrado já negou dois pedidos de prisões anteriores sugeridos pela investigação contra o motorista do Porsche: de temporária e preventiva.
As imagens mostram o Porsche transitando a 156,4 km/h e batendo na traseira de um Sandero a 114,8 km/h, segundo a Polícia Técnico-Científica. O limite para a via é de 50 km/h e Ornaldo dirigia em velocidade compatível. Além disso, testemunhas contaram à Polícia Civil que Fernando havia tomado bebidas alcoólicas momentos antes de dirigir.
A promotora Monique acusa Fernando de homicídio doloso qualificado por dolo eventual por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. Segundo laudo pericial, ele dirigiu em alta velocidade. E de acordo com testemunhas, guiava embriagado. Elas contaram que o empresário tinha consumido drinks num bar. Quando foi interrogado pela polícia, ele negou ter bebido.
Para a Promotoria, Fernando também cometeu lesão corporal gravíssima por ter ferido Marcus Vinicius Machado Rocha, estudante de medicina e amigo do empresário. Ele estava no banco do passageiro do Porsche durante a batida. Marcus quebrou quatro costelas, ficou dez dias internado num hospital, onde foi operado para retirada do baço e colocação de drenos nos pulmões. O amigo já teve alta.